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Como é uma terapia de casal

Por Sara Viega. Atualizado: 16 janeiro 2017
Como é uma terapia de casal
Imagem: lovedesire.blog.com

Considera-se que um casal apresenta um funcionamento saudável quando ambas as partes encontram-se satisfeitas e dão e recebem de forma equilibrada. Quando este equilíbrio é quebrado e a satisfação matrimonial de um membro, ou de ambos, cambaleia, torna-se necessária uma intervenção psicológica que recupere o equilíbrio perdido. Mas muitos temem fazê-lo e costumam perguntar-se com frequência como é uma terapia de casal. Em umComo.com.br explicamos de que se trata e quais são os principais pontos a abordar nestas sessões.

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Passos a seguir:
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As principais áreas em que se deve manter o equilíbrio e pelas quais o casal sofreria uma deterioração caso se vissem afetadas, são:

  • A área afetiva: as trocas afetivas, sexuais, de comunicação, as expressões de companheirismo e de apoio.
  • A área instrumental: decisões relativas ao cuidado e educação dos filhos, decisões econômicas, de trabalho e divisão de tarefas domésticas.
  • Subprodutos da relação de casal, como a aparência do cônjuge, o tempo livre de cada um e poder tomar decisões de maneira independente (aquelas que não dizem respeito ao casal).
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Quando o casal procura a consulta para solucionar seus problemas, a terapia se divide em três momentos. O primeiro deles corresponde à a avaliação. Aqui é realizada uma entrevista conjunta e uma entrevista individual com cada membro, onde se obtém a percepção do problema do ponto de vista de cada cônjuge, e através das quais conhecemos também seus pontos fortes como casal.

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A segunda etapa corresponde ao tratamento. Este pode ser realizado de várias maneiras, em função da problemática que cada casal apresente concretamente. Uma terapia de casal "padrão" poderia englobar as seguintes áreas: trabalhar a aproximação afetiva, trabalhar as habilidades de comunicação ou fazer o mesmo com as habilidades de solução de problemas.

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Trabalhar a aproximação afetiva. É importante focar nas coisas boas que um faz pelo outro, estar atento aos detalhes positivos e saber observá-los e valorizá-los. Isto permite uma "bandeira branca", uma espécie de pacto de "não agressão mútua" e permite ao casal ver-se com outros olhos, sem se concentrar apenas na parte negativa. Deste modo, muda-se a percepção que se tem do cônjuge e se consegue uma base com a qual trabalhar melhor as dificuldades que apresentam, além de preparar o terreno para saber entender realmente o outro. Algumas técnicas empregadas são o registro de condutas agradáveis, a realização de desejos, a listagem de atividades prazerosas, entre outras.

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Habilidades de comunicação. É importante saber transmitir de forma clara o que é que incomoda e porquê, sem usar mensagens vagas e gerais, nem acusações ou queixas que nos coloquem na defensiva em vez de tentar solucionar o conflito. Podem ser ensinadas habilidades de fala e de escuta, para conseguir um melhor entendimento. Além de técnicas de comunicação, também são usadas habilidades afetivas e de empatia.

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Habilidades de solução de problemas. Uma vez trabalhada a base afetiva e que o casal realmente possa se escutar, sem ficar na defensiva, entendendo a reclamação que a outra parte apresenta, podemos começar a procurar soluções. Para isso será necessário chegar a um meio-termo entre as posturas de cada cônjuge, conseguir acordos, saber pactuar e manter esses acordos. Às vezes pode ser necessário estabelecer consequências positivas (ou negativas) para o cumprimento (ou descumprimento) dos acordos aos quais tenham chegado. Isto pode ser concretizado em um contrato de conduta que reúna os acordos e as consequências. Mas para chegar a formular este contrato são necessárias sessões prévias onde o casal se sinta próximo e ouvido mutuamente, e uma condução eficiente por parte do profissional, caso contrário a concretização de acordos não serviria para nada, pois não seria cumprida.

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Ao longo da etapa de tratamento podem também ser usadas técnicas de registro para os pensamentos e sentimentos próprios. Finalmente, passaríamos à terceira etapa com sessões mais espaçadas e centrada na supervisão das conquistas alcançadas e em técnicas para a prevenção de recaídas.

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